Tem gente que trata distro de pentest como se fosse upgrade de skill. Não é.
Kali, Parrot e similares resolvem fricção de ambiente. Você sobe VM, tem stack pronta e começa a testar. Isso acelera operação, não te ensina a pensar ataque.
Pra que serve de verdade
Se você trabalha com janela curta de teste, isso importa muito. Menos tempo brigando com dependência e mais tempo validando hipótese técnica.
O ganho real é repetibilidade. Quebrou o ambiente? Mata e sobe outro igual. Precisa reproduzir achado com evidência limpa? Mesmo cenário, mesma cadeia, menos ruído.
Onde a galera se perde
“Mas o Kali já vem com tudo” vem mesmo. E daí?
Se você não entende HTTP, sessão, autorização, encoding e fluxo de negócio, vai só rodar ferramenta no escuro. Scanner não corrige lacuna de fundamento.
Ou pior, você gera falso positivo, perde tempo de triagem e acha que “o alvo não tem nada” porque a automação não enxergou lógica quebrada.
O erro de modelo mental
Distro de pentest é alavanca operacional, não identidade técnica.
Você pode fazer quase tudo numa distro comum bem montada. Dá mais trabalho no início, mas deixa explícito se você domina processo ou só decorou comando.
No fim, usar Kali ou Parrot é decisão de produtividade. Confundir isso com competência é o atalho que mais atrasa evolução em pentest.